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5 Modelos de Relatórios Psicológicos para Diferentes Tipos de Diagnóstico

Mesa de psicólogo com computador e modelos de relatórios psicológicos prontos para edição.
🔎 Veja o que você vai encontrar

    A redação de relatórios psicológicos é, sem dúvida, uma das maiores responsabilidades éticas da prática clínica. Um documento mal estruturado não apenas falha em comunicar o estado do paciente, mas pode ser devolvido por planos de saúde, escolas ou até mesmo gerar questionamentos éticos junto ao Conselho.

    A variedade de diagnósticos exige que cada relatório seja único e tecnicamente preciso. Não basta “preencher lacunas”; é necessário fundamentar.

    Neste artigo, apresentamos 5 modelos de relatórios psicológicos baseados rigorosamente na Resolução CFP nº 06/2019, que institui as regras para a elaboração de documentos escritos. Abaixo, você encontrará estruturas prontas para copiar, colar e adaptar à realidade dos seus pacientes.

    📅 Atualizado em: Novembro de 2025

    1. Relatório para Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

    Psicólogo preenchendo um relatório de avaliação psicológica para ansiedade e depressão.
    A descrição detalhada dos sintomas é crucial para um relatório de TAG ou Depressão bem fundamentado.

    Introdução

    O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é caracterizado por uma preocupação excessiva e incontrolável com diversas situações cotidianas. Um relatório psicológico para TAG deve fornecer uma visão abrangente dos sintomas, histórico clínico e plano de tratamento.

    Componentes Essenciais

    Dados Demográficos:

    • Nome: João Silva
    • Idade: 30 anos
    • Sexo: Masculino

    Histórico Clínico:

    • Diagnóstico anterior de TAG aos 25 anos.
    • Tratamento anterior com terapia cognitivo-comportamental (TCC) e medicação ansiolítica.

    Avaliação Psicológica:

    • Entrevista clínica detalhada.
    • Aplicação do Inventário Beck de Ansiedade (BAI) com escore de 26 (ansiedade moderada).
    • Observações comportamentais durante as sessões.

    Plano de Tratamento:

    • Terapia cognitivo-comportamental focada na reestruturação cognitiva e técnicas de relaxamento.
    • Sessões semanais por 12 semanas.
    • Revisão mensal da medicação ansiolítica pelo psiquiatra.

    Progresso e Ajustes:

    • Redução dos sintomas de ansiedade após 8 semanas.
    • Ajustes no plano de tratamento para incluir técnicas de mindfulness.

    Exemplo Prático

    João, um homem de 30 anos, procurou ajuda psicológica devido a preocupações constantes com o trabalho e a saúde. Após uma avaliação inicial, foi diagnosticado com TAG. O plano de tratamento incluía sessões de TCC focadas na reestruturação cognitiva e técnicas de relaxamento. Após 8 semanas, João relatou uma redução significativa nos sintomas de ansiedade, permitindo ajustes no tratamento para manter o progresso alcançado.

    Modelo de Relatório para Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) pronto para copiar

    📋 Modelo Prático: TAG

    I. IDENTIFICAÇÃO Nome: [Nome do Paciente] Idade: [Idade]II. DEMANDA Paciente relata preocupação excessiva e de difícil controle com diversas áreas da vida (trabalho, saúde), acompanhada de tensão muscular e insônia.III. ANÁLISE (CID 11 6B00) O padrão cognitivo é caracterizado por catastrofização e intolerância à incerteza. Sintomas compatíveis com Transtorno de Ansiedade Generalizada. Nota-se prejuízo no rendimento laboral.IV. CONCLUSÃO Sugere-se continuidade da TCC para fortalecimento de estratégias de regulação emocional e avaliação psiquiátrica.[Cidade/Data] [Seu Nome e CRP]

    📝 Testes Sugeridos para TAG

    • BAI (Inventário de Ansiedade de Beck): Padrão ouro para medir a severidade dos sintomas físicos e cognitivos da ansiedade.
    • GAD-7: Escala rápida e eficaz para rastreio específico do Transtorno de Ansiedade Generalizada.

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    2. Relatório para Depressão Maior

    Introdução

    A Depressão Maior é um transtorno caracterizado por tristeza persistente, perda de interesse em atividades prazerosas e outros sintomas que interferem na vida diária. Relatórios para Depressão Maior devem incluir uma avaliação completa dos sintomas, impacto funcional e plano de tratamento.

    Componentes Essenciais

    Dados Demográficos:

    • Nome: Maria Oliveira
    • Idade: 45 anos
    • Sexo: Feminino

    Histórico Clínico:

    • Episódios depressivos anteriores aos 30 e 40 anos.
    • Tratamento anterior com terapia cognitivo-comportamental e antidepressivos.

    Avaliação Psicológica:

    • Entrevista clínica e aplicação do Inventário Beck de Depressão (BDI) com escore de 34 (depressão grave).
    • Relato de perda de interesse, insônia e falta de energia.

    Plano de Tratamento:

    • Sessões semanais de TCC focadas na ativação comportamental e reestruturação cognitiva.
    • Medicação antidepressiva revisada mensalmente pelo psiquiatra.
    • Inclusão de exercícios físicos e prática de atividades prazerosas.

    Progresso e Ajustes:

    • Monitoramento semanal dos sintomas.
    • Ajustes no plano de tratamento conforme necessário.

    Exemplo Prático

    Maria, uma mulher de 45 anos, buscou terapia devido a um episódio de depressão grave. Após a avaliação inicial, foi desenvolvido um plano de tratamento que incluía sessões de TCC, medicação antidepressiva e atividades físicas. Com o passar das semanas, Maria mostrou melhora significativa nos sintomas, permitindo ajustes no tratamento para consolidar os avanços.

    Modelo de Relatório para Depressão Maior

    🌑 Modelo Prático: Depressão

    I. IDENTIFICAÇÃO Nome: [Nome do Paciente]II. DEMANDA Humor deprimido persistente, anedonia (perda de prazer) e alterações no sono/apetite há mais de duas semanas.III. ANÁLISE Apresenta embotamento afetivo, discurso lentificado e desesperança. Aplicação do BDI-II indicou escore compatível com episódio depressivo. Isolamento social presente.IV. CONCLUSÃO Hipótese de Transtorno Depressivo Maior. Plano terapêutico focado em Ativação Comportamental. Imprescindível acompanhamento psiquiátrico.[Cidade/Data] [Seu Nome e CRP]

    📝 Testes Sugeridos para Depressão

    • BDI-II (Inventário de Depressão de Beck): O instrumento mais utilizado mundialmente para avaliar a intensidade da depressão.
    • EBADEP-A: Escala Baptista de Depressão (Versão Adulto), desenvolvida e validada especificamente para o contexto brasileiro.

    3. Relatório para Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

    5 Modelos de Relatórios Psicológicos para Diferentes Tipos de Diagnóstico
    Modelos de Relatórios Psicológicos – Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

    Introdução

    O Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) é um transtorno que se desenvolve após a exposição a um evento traumático. Relatórios para TEPT devem documentar o evento traumático, os sintomas e o impacto no funcionamento diário do paciente.

    Componentes Essenciais

    Dados Demográficos:

    • Nome: Carlos Almeida
    • Idade: 35 anos
    • Sexo: Masculino

    Histórico Clínico:

    • Exposição a um acidente de carro grave há dois anos.
    • Sintomas de flashbacks, hipervigilância e evitação.

    Avaliação Psicológica:

    • Entrevista clínica e aplicação da Escala de Impacto de Eventos (IES) com escore de 38 (severo).
    • Observações comportamentais de hipervigilância e evitação durante as sessões.

    Plano de Tratamento:

    • Terapia de exposição prolongada para reduzir os flashbacks e a hipervigilância.
    • Terapia cognitivo-comportamental para reestruturar pensamentos traumáticos.
    • Sessões semanais por 16 semanas.

    Progresso e Ajustes:

    • Monitoramento dos sintomas a cada sessão.
    • Ajustes no plano de tratamento conforme a resposta do paciente.

    Exemplo Prático

    Carlos, um homem de 35 anos, desenvolveu TEPT após um acidente de carro. O plano de tratamento incluía terapia de exposição prolongada e TCC. Ao longo das sessões, Carlos mostrou uma redução significativa nos flashbacks e na hipervigilância, permitindo ajustes no tratamento para manter o progresso.

    Modelo de Relatório para Transtorno de Estresse Pós-Traumático

    Modelo Prático: TEPT

    I. HISTÓRICO Exposição a evento traumático há [Tempo], com sintomas intrusivos (flashbacks) e esquiva de estímulos associados.II. ANÁLISE Hipervigilância constante e sobressalto exagerado. Sofrimento intenso ante gatilhos do trauma. Quadro compatível com Transtorno de Estresse Pós-Traumático.III. CONCLUSÃO Indica-se psicoterapia focada no trauma (TCC/EMDR) e avaliação médica para manejo de sintomas agudos.[Cidade/Data] [Seu Nome e CRP]

    📝 Testes Sugeridos para TEPT

    • IES-R (Escala de Impacto do Evento): Mede o estresse subjetivo (intrusão, evitação e hiperestimulação) após um evento traumático.
    • CAPS-5: Entrevista clínica estruturada considerada o padrão ouro para diagnóstico de TEPT.

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    4. Relatório para Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

    Introdução

    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) é caracterizado por obsessões e compulsões que causam sofrimento significativo. Relatórios para TOC devem documentar a natureza das obsessões e compulsões, bem como o impacto na vida diária do paciente.

    Componentes Essenciais

    Dados Demográficos:

    • Nome: Ana Souza
    • Idade: 28 anos
    • Sexo: Feminino

    Histórico Clínico:

    • Diagnóstico de TOC aos 22 anos.
    • Tratamento anterior com terapia comportamental e medicação.

    Avaliação Psicológica:

    • Entrevista clínica e aplicação da Yale-Brown Obsessive Compulsive Scale (Y-BOCS) com escore de 30 (severo).
    • Relato de obsessões com limpeza e compulsões de lavagem das mãos.

    Plano de Tratamento:

    • Terapia de exposição e prevenção de resposta (EPR) para reduzir as compulsões.
    • Sessões semanais por 12 semanas.
    • Revisão mensal da medicação pelo psiquiatra.

    Progresso e Ajustes:

    • Monitoramento dos sintomas a cada sessão.
    • Ajustes no plano de tratamento conforme a resposta do paciente.

    Exemplo Prático

    Ana, uma mulher de 28 anos, buscou tratamento para TOC. O plano de tratamento incluía EPR e medicação. Ao longo das sessões, Ana mostrou uma redução significativa nas compulsões de lavagem das mãos, permitindo ajustes no tratamento para manter o progresso.

    Modelo de Relatório para Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

    🔄 Modelo Prático: TOC

    I. DEMANDA Pensamentos intrusivos recorrentes (obsessões) seguidos por rituais repetitivos (compulsões) para alívio de ansiedade.II. ANÁLISE Rituais ocupam >1h/dia, causando atrasos e sofrimento. Paciente reconhece o excesso, mas não controla sem auxílio. Quadro sugestivo de TOC.III. CONCLUSÃO Sugere-se protocolo de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR). Suporte familiar recomendado.[Cidade/Data] [Seu Nome e CRP]

    📝 Testes Sugeridos para TOC

    • Y-BOCS (Escala Yale-Brown): Avalia a gravidade e o tipo das obsessões e compulsões (checklist de sintomas).
    • OCI-R: Inventário Obsessivo-Compulsivo (Versão reduzida), útil para rastreio e monitoramento.

    5. Relatório para Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

    Materiais de testagem psicológica e avaliação neuropsicológica para diagnóstico de TDAH.
    Relatórios de TDAH exigem a integração de dados de observação clínica e escalas padronizadas.

    Introdução

    O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Relatórios para TDAH devem documentar os sintomas e o impacto no desempenho acadêmico e social do paciente.

    Componentes Essenciais

    Dados Demográficos:

    • Nome: Pedro Lima
    • Idade: 10 anos
    • Sexo: Masculino

    Histórico Clínico:

    • Diagnóstico de TDAH aos 8 anos.
    • Tratamento anterior com medicação estimulante e suporte escolar.

    Avaliação Psicológica:

    • Entrevista clínica com os pais e professores.
    • Aplicação da Conners’ Rating Scale com escores elevados em hiperatividade e desatenção.
    • Observações comportamentais durante as sessões.

    Plano de Tratamento:

    • Terapia comportamental para melhorar a atenção e reduzir a hiperatividade.
    • Sessões semanais por 12 semanas.
    • Revisão mensal da medicação pelo pediatra.

    Progresso e Ajustes:

    • Monitoramento dos sintomas a cada sessão.
    • Ajustes no plano de tratamento conforme a resposta do paciente.

    Exemplo Prático

    Pedro, um menino de 10 anos, foi diagnosticado com TDAH. O plano de tratamento incluía terapia comportamental e medicação. Ao longo das sessões, Pedro mostrou uma melhora significativa na atenção e uma redução na hiperatividade, permitindo ajustes no tratamento para manter o progresso.

    Modelo de Relatório para Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

    🧸 Modelo Prático: TDAH

    I. IDENTIFICAÇÃO Criança: [Nome], [Idade], [Escola/Série]II. QUEIXA ESCOLAR Dificuldade persistente de atenção, agitação psicomotora e impulsividade, impactando notas e socialização.III. ANÁLISE Sintomas presentes em casa e escola (Critério A), iniciados antes dos 12 anos. Escala SNAP-IV com escores elevados. Dificuldade em sustentar foco em tarefas.IV. CONCLUSÃO Sugere-se Avaliação Neuropsicológica e consulta com Neuropediatra para confirmação diagnóstica.[Cidade/Data] [Seu Nome e CRP]

    📝 Testes Sugeridos para TDAH

    • SNAP-IV: Escala preenchida por pais e professores para mapear sintomas de desatenção e hiperatividade.
    • ASRS-18: Escala de autoavaliação específica para investigar sintomas de TDAH na vida adulta.
    • Bateria de Funções Executivas: Testes neuropsicológicos (como Stroop, Trilhas) para avaliar controle inibitório e atenção.

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    Considerações Finais

    A elaboração de relatórios psicológicos vai muito além da burocracia; é uma ferramenta de intervenção e garantia de direitos do paciente.

    Os cinco modelos apresentados acima cobrem as demandas mais frequentes da clínica, mas lembre-se: o relatório é um “retrato” momentâneo. A validade técnica depende da sua capacidade de integrar os dados da anamnese, dos testes (como o BDI-II ou SNAP-IV) e da observação clínica.

    Qual é o próximo passo? Agora que você já tem a estrutura técnica em mãos, uma dúvida comum é: quanto cobrar por esse trabalho?

    Muitos profissionais subvalorizam o tempo gasto na escrita. Para ajudar nisso, preparamos um guia exclusivo sobre precificação: 👉 [Leia também: Quanto Custa um Laudo Psicológico? Tabela de Honorários 2025] (Insira o link do seu post de preços aqui)

    Se você deseja profissionalizar ainda mais sua prática e economizar horas de digitação, convido você a conhecer nosso Kit de Documentos Editáveis, onde entregamos não só estes, mas centenas de outros modelos prontos

    Perguntas Frequentes sobre Relatórios

    Qual a validade de um relatório psicológico?

    A Resolução CFP 06/2019 não estipula um prazo de validade fixo (como “6 meses”), mas recomenda-se fortemente indicar a validade do conteúdo no documento, pois as condições psicológicas são dinâmicas e podem mudar com o tempo.

    Posso colocar o CID no relatório psicológico?

    Sim, o psicólogo pode utilizar a CID-10 (ou a nova CID-11) para codificar diagnósticos nosológicos, desde que isso esteja devidamente fundamentado técnica e teoricamente na avaliação realizada.

    Qual a diferença entre relatório e laudo?

    O Relatório descreve o acompanhamento ou intervenção realizada (o que foi feito). O Laudo é o resultado final de um processo de Avaliação Psicológica, contendo diagnóstico, prognóstico e resposta a quesitos específicos.

    É obrigatório usar testes psicológicos no relatório?

    Não é obrigatório, mas o uso de testes padronizados (SATEPSI) enriquece o documento e fornece dados objetivos que fundamentam melhor a conclusão diagnóstica.

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